Chances de Cunha na CCJ são poucas
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sábado, 18 de junho de 2016
Daiene Cardoso<br>Agência Estado 
Brasília - Nova instância de embate no processo por quebra de decoro parlamentar do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dificilmente atenderá os recursos que o peemedebista pretende protocolar nos próximos dias. A análise é de membros da própria comissão, que lembram que, desde a criação do Conselho de Ética, em 2001, a CCJ nunca deu provimento integral a recurso de representado.
Deputados afirmam que a derrota por 11 a 9 esta semana no conselho dá a Cunha pouca margem para reduzir os danos causados pelo pedido de cassação porque o resultado o enfraqueceu e deu força à perda de mandato. Para os parlamentares, se o peemedebista não conseguiu controlar o voto de 42 conselheiros (21 titulares e 21 suplentes), não conseguirá manobrar 132 deputados (66 titulares e 66 suplentes da CCJ), mesmo com as trocas promovidas nos últimos dias por partidos aliados a ele. Técnicos e deputados da CCJ lembram que é difícil garantir um comportamento previsível do colegiado, uma vez que muitos titulares costumam faltar às sessões, dando ao suplente do partido que registrar presença primeiro a chance de votar em seu lugar.
Outro fator que dificultará as chances de Cunha é o fato do voto também ser aberto na CCJ. Segundo o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), um dos principais adversários do peemedebista na Câmara, até a votação dos recursos e da consulta que pode mudar o rito de votação de processos disciplinares no plenário, novos fatos revelados pela Operação Lava Jato surgirão, colocando Cunha em uma situação mais complicada.


