O presidente da Fundação Cultural de Curitiba (FCC), Cassio Chamecki, voltou a ser sabatinado ontem de manhã pela Comissão Permanente de Educação e Cultura da Câmara dos Vereadores, presidida pelo vereador Angelo Batista (PDT). A novidade nesse encontro foi a afirmação de Chamecki de que estaria propenso a vender sua parte nos negócios da Calvin Entretenimento a seus sócios, e assim poder dedicar-se exclusivamente à FCC. O diretor de Música e Artes Cênicas, Leandro Knopfholz, poderá seguir o mesmo caminho.
Aos políticos, porém, foi uma revelação saber que Chamecki, juntamente com os sócios, também é dono do restaurante do Passeio Público e do Bar Sucatão. O meio artístico, no entanto, de longa data sabe destas parcerias.
Esta foi a segunda reunião convocada pela comissão, a partir das denúncias veiculadas sobre a improbridade administrativa do presidente da FCC por manter sociedade privada ocupando um cargo público. Ele respondeu informalmente a uma série de perguntas da comissão que foram remetidas recentemente à sua pasta e, seguindo a formalidade, serão entregues por escrito.
Chamecki viajou ontem à noite à França. Ele informou a comissão que está indo para um festival de teatro em Dijon, e espera firmar contratos com atrações internacionais para trazer a Curitiba, através da FCC. O vereador Paulo Salamuni (PMDB), presente ao encontro, criticou a falta de transparência na nomeação do presidente da entidade.
Salamuni insiste em saber até onde a prefeitura está envolvida com a realização do Festival de Teatro de Curitiba. A proximidade entre as empresas particulares e o poder público acaba por misturar os canais. Observou ainda que se aos vereadores é proibido manter outros vínculos além da carreira no Executivo, o mesmo deve ocorrer com os secretários municipais.

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