CGU quer ouvir delatores da Lava Jato
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sexta-feira, 29 de maio de 2015
Rubens Chueire Jr.<br> Reportagem Local 
Curitiba A Controladoria Geral da União (CGU), que instaurou 29 procedimentos administrativos para apurar eventuais irregularidades cometidas por empresas citadas na Operação Lava Jato, solicitou à Justiça Federal do Paraná autorização para ouvir quatro delatores que já tiveram acordo homologado. Além do doleiro Alberto Youssef, o órgão quer realizar oitivas com o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, Júlio Gerin de Almeida Camargo, que representava a Toyo Setal em algumas negociações investigadas, e Pedro José Barusco Filho, ex-gerente de Serviços da estatal.
Os quatro investigados devem ser ouvidos pelas comissões de Processos Administrativos de Responsabilização (PAR). Consultado, o Ministério Público Federal (MPF) não se opôs ao pedido, entretanto, pediu que a audiência com Youssef, que ainda segue preso, ocorra na própria Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba. Os outros três (um em prisão domiciliar) devem prestar esclarecimentos nas sedes da CGU nas capitais em que eles estão localizados. O pedido ainda não foi apreciado pelo juiz federal Sérgio Moro.
As empresas investigadas pela CGU estão impedidas de participar de certames licitatórios e de firmar novos contratos com a Petrobras devido a medida cautelar protocolada pela própria estatal. Entre elas estão a Engevix, Camargo Corrêa, UTC Engenharia, Queiroz Galvão, OAS, SOG Óleo e Gás, Galvão Engenharia, além das construtoras Andrade Gutierrez e Odebrecht. Com as oitivas dos delatores, o órgão espera conseguir novas evidências para ampliar o leque de investigações. Todas as empreiteiras citadas negam as irregularidades apontadas pelo MPF e PF. Caso fiquem comprovadas irregularidades, as empresas podem ser impedidas de celebrar novos contratos, além de terem que pagar multas milionárias.


