CGU proíbe empreiteira de celebrar contratos
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quinta-feira, 28 de abril de 2016
Aguirre Talento e Márcio Falcão<br>Folhapress 
Brasília - Mais de dois anos após o início da Operação Lava Jato, o governo editou ontem a primeira portaria proibindo uma das empreiteiras acusadas de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras de assinar novos contratos com a administração pública. A decisão envolve a Mendes Júnior e a penalidade se estenderá por pelo menos dois anos, durante os quais a empresa não poderá ser contratada pelos governos federal, estadual e municipal. A Controladoria-Geral da União (CGU) publicou ontem, no "Diário Oficial da União", o resultado do Processo Administrativo de Responsabilização instaurado por causa da Operação Lava Jato e declarou a empresa inidônea. De acordo com a Controladoria, a sanção foi aplicada porque a Mendes Júnior coordenava suas ações junto às concorrentes para reduzir a competitividade nos processos licitatórios da Petrobras. A construtora, diz o processo, combinava previamente com os concorrentes os processos que cada qual deveria vencer e quem faria propostas de cobertura para gerar aparente legitimidade. O governo considerou a empresa inidônea também pelo pagamento de propinas a agentes públicos com a finalidade de garantir a continuidade de ajustes anticompetitivos.


