CGU deve apurar gastos de ministra com cartões
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terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Renata Giraldi<br>Folhapress 
Brasília - A Comissão de Ética Pública - que investiga irregularidades éticas envolvendo servidores e autoridades federais - pediu ontem que a Controladoria Geral da União (CGU) investigue se a ministra Matilde Ribeiro (Igualdade Racial) utilizou de forma ilegal o cartão corporativo.
Segundo o presidente do órgão, Marcílio Marques Moreira, ''pode haver'' indício de irregularidade nos gastos da ministra. ''(O caso da ministra Matilde) foi encaminhado à CGU porque pode haver implicações legais'', afirmou Moreira, depois de quase seis horas de reunião da comissão. Ao ser questionado se havia indícios de crime envolvendo Matilde, ele disse: ''Pode haver''.
A comissão quer informações da CGU sobre a suspeita de que a ministra teria utilizado cartão corporativo para pagar despesas em um free shop, em outubro do ano passado. Na ocasião, ela teria usado o cartão para pagar uma conta de R$ 461,16. Quando questionada, Matilde disse, por meio da assessoria, que usou o cartão por engano e que já havia ressarcido a União.
Segundo Moreira, a denúncia envolvendo Matilde foi o principal tema de discussão da reunião da comissão hoje. ''É preciso aprimorar os padrões éticos em todos os níveis'', disse ele.
Porém, a comissão não examinou as demais acusações de uso suspeito de cartões corporativos por servidores e autoridades federais.
Cartões corporativos do governo foram utilizados para gastos com compra de material, prestação de serviços e diárias de servidores em viagens, além de despesas em loja de instrumentos musicais, veterinária, óticas, choperias, joalherias e free shop.
Moreira reconheceu ainda que após a avaliação da CGU sobre o episódio de Matilde, o assunto deverá ser retomado pela Comissão de Ética Pública. A próxima reunião será no dia 28.


