CGU cobra devolução de R$ 25 milhões no Paraná
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Edson Ferreira<br>Reportagem Local 
A aplicação irregular de recursos públicos federais por prefeituras, entidades e empresas paranaenses pode superar os R$ 25 milhões, conforme relatório elaborado pela Controladoria Geral da União (CGU), referente à Tomada de Contas Especiais (TCEs) feita em 2015. Após identificar inconsistências nas justificativas dos gastos perante os ministérios que liberaram os repasses, a CGU encaminhou 33 processos envolvendo entes estaduais para o Tribunal de Contas da União (TCU), que vai iniciar os processos para a devolução dos valores corrigidos.
No Paraná, segundo a CGU, as maiores dívidas são da Cooperativa de trabalhadores em Reforma Agrária (Cotrara), de R$ 9,9 milhões, por "não encaminhamento de documentação exigida para a prestação de contas"; Sociedade Beneficente Evangélica de Curitiba, R$ 4,6 milhões; e a Prefeitura de Maringá, R$ 1,6 milhão, ambas por "impugnação parcial de despesas". Os três convênios foram firmados, antes de 2009, respectivamente com Ministério da Reforma Agrária, Ministério do Turismo e Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome.
Em nota, a CGU explicou que "a Tomada de Contas Especial é um instrumento que os ministérios dispõem para ressarcir ao erário os recursos desviados ou aplicados de forma não justificada seja por pessoas físicas, entes governamentais ou entidades sem fins lucrativos". Quando não é possível a regularização do dano, como a devolução do dinheiro ou a apresentação de documentos necessários que justifiquem as despesas, os processos são encaminhados para o TCU.
O potencial retorno de recursos públicos aos cofres da União é de quase R$ 3 bilhões, considerando todos os 2,4 mil processos analisados pela CGU no ano passado, ligados a convênios firmados em todo o País. O montante é mais que o dobro do valor apurado em 2014. Os estados onde mais favorecidos com recursos públicos causaram danos à administração federal e, por isso, houve necessidade de instauração de TCEs, foram o Maranhão (171), Pernambuco (160) e São Paulo (154). Já sob o ponto de vista de volume de débito calculado, Pernambuco continua no topo, com R$ 679 milhões, acompanhado de Bahia (R$ 223 milhões) e Mato Grosso (R$ 217 milhões).
A reportagem não localizou ontem os gestores públicos responsáveis pelos convênios assinados no Paraná.


