Brasília - A chefe da Corregedoria-Geral da União (CGU), Anadyr de Mendonça Rodrigues, disse ontem que determinou a instauração de processo para apurar todos os fatos que constam da reportagem da edição da revista ‘‘Veja’’ desta semana. E adiantou que encaminhará ao procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, um ofício, pedindo um intercâmbio de informações sobre as investigações correlacionadas com a denúncia.
Anadyr afirmou que cabe à CGU a apuração administrativa e civil de fatos ocorridos no âmbito do Poder Executivo federal, e o Ministério Público (MP) é quem tem competência para apuração no campo criminal.
A corregedora-geral da União disse que todos os fatos que constam da reportagem serão investigados.Ela disse ainda que cabe à Corregedoria investigar qualquer lesão ou ameaça ao patrimônio público e que a Lei de Improbidade Administrativa não trata apenas de enriquecimento ilícito e desvio de recursos, mas também da ofensa a princípios da administração pública.
Ao ser indagada se um funcionário público que toma conhecimento de uma tentativa de recebimento de propina, que envolve bem público, e não toma as providências para apuração dos fatos, comete uma ofensa ao princípio da administração pública, a corregedora-geral respondeu que não existe uma regulamentação específica e, assim, cada caso será apreciado, conforme o andamento da apuração.
Anadyr declarou que ‘‘nenhuma providência’’ deixará de ser tomada para que a Corregedoria chegue à completa elucidação dos fatos noticiados. ‘‘Além disso, é falar do futuro e eu não tenho bola de cristal’’, disse. A abertura da investigação, segundo a corregedora, é parte da rotina da Corregedoria.

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