CGM faz auditoria de verba para carnaval
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quarta-feira, 22 de maio de 2013
Loriane Comeli <br>Reportagem Local 
A Controladoria Geral do Município (CGM) de Londrina vai fazer uma espécie de auditoria especial em convênio de R$ 140 mil firmado com a Associação de Desenvolvimento Comunitário, Econômico e Social pela Cidadania (Adecesc), que não prestou contas até agora. O prazo expirou em 28 de fevereiro. O dinheiro foi repassado pelo município em fevereiro e a entidade tinha a missão de dividir e repassar às quatro escolas de samba que participaram do carnaval deste ano.
A CGM encaminhou ontem notificação ao responsável pela entidade, Stanley Kennedy Garcia, para que faça a prestação de contas em 48 horas a partir do recebimento da correspondência. A Adecesc deve apresentar a comprovação de todos os gastos efetuados com o dinheiro público. Em seguida, os documentos serão analisados. Se as contas forem reprovadas a entidade pode ser multada e obrigada a devolver o recurso.
A auditoria, neste caso chamada tecnicamente de ''tomada de contas especial'' é uma exigência do Tribunal de Contas (TC) do Paraná. O município deve prestar contas bimestralmente de recursos repassados a entidades por meio de convênios. Quando não adota esta medida, pode ficar impedido de obter as certidões negativas. ''Faremos a avaliação das contas assim que a documentação chegar para cumprir o que prevê o Tribunal de Contas'', explicou o controlador-chefe Hélcio dos Santos.
A reportagem da FOLHA não conseguiu contato com Stanley Garcia ontem. Os dois números de telefones celulares atribuídos a ele (constante do site do TC e fornecido pela Secretaria de Cultura) estavam programados para não receber chamadas. No endereço que seria da Adecesc funciona uma empresa de consultoria jurídica e empresarial. O atendente informou que emprestou uma sala dos fundos durante o carnaval para a entidade, que não funciona lá.
No começo deste mês, a Adecesc e o carnaval londrinense também figuraram em uma reportagem publicada pela revista Veja. A reportagem sustenta que houve falsificação no material de divulgação do carnaval, na tentativa de buscar patrocinadores. O assessor parlamentar André Guimarães, ligado ao gabinete do deputado federal André Vargas (PT), é quem, segundo a revista, teria articulado a fraude. Procurado pela FOLHA na época, Guimarães negou qualquer irregularidade.


