O governo brasileiro cometeu algumas gafes na organização da visita de Nelson Mandela a Brasília. O presidente sul-africano pretendia encontrar o ex-jogador de futebol e ex-ministro dos Esportes Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. Na conversa reservada que teve ontem com Fernando Henrique Cardoso no Palácio do Planalto, Mandela perguntou se Pelé estaria presente nas cerimônias preparadas em sua homenagem.
Pelé está em Nova York e não foi convidado para o almoço oferecido a Mandela pelo governo brasileiro no Palácio da Alvorada. Em vez de Pelé, esteve no almoço o lateral-direito da Seleção Brasileira, Cafu. O jogador presenteou Mandela e FHC com camisas oficiais da Seleção. O atacante Bebeto e o goleiro Taffarel, também convidados para a ocasião, não vieram por questões de agenda.
Além da trapalhada futebolística, o governo errou na escolha da decoração das mesas onde foi servido o almoço. As flores usadas como arranjo atraíram pequenas abelhas, que incomodaram os convidados. A mulher do presidente sul-africano, Graça Machel, espantou alguns insetos que teimavam em sobrevoar a cabeça do presidente do Congresso Nacional, senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA).
De ministros, estiveram presentes ao almoço Luiz Felipe Lampreia, das Relações Exteriores; Paulo de Renato Souza, da Educação; Francisco Weffort, da Cultura; e Clóvis Carvalho, da Casa Civil. Nenhum ministro da área econômica compareceu ao almoço. Também foram poucos os políticos. Além do presidente do Congresso, apenas parlamentares negros, e da oposição, como o deputado Paulo Paim (PT) e os senadores Abdias do Nascimento (PDT) e Benedita da Silva (PT), estiveram na comemoração.
Enteada de Benedita, a atriz Camila Pitanga também compareceu ao almoço. Sua colega Isabel Filardis chamou a atenção dos presentes devido à meia-calça desfiada que trajava. O Alvorada também recebeu outros artistas como o vocalista do grupo de pagode Negritude Junior, Netinho, e a cantora Eliana Pitmann.

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