Cerimônia de transmissão lota gabinete do prefeito
A partir de hoje e até dia 10 de Dezembro, quando Londrina completará 72 anos de emancipação, a Prefeitura será administrada pelo presidente da Câmara de Vereadores, Orlando Bonilha (PL). Cercado por familiares, amigos e funcionários do Legislativo, o parlamentar assinou ontem à tarde a ata de posse na cerimônia de transmissão comandada pelo prefeito Nedson Micheleti (PT).
Oficialmente, Nedson afirma que a licença de nove dias servirá para a realização de uma série de exames médicos de rotina - o último check-up teria ocorrido há três anos. Ausente na soleniddae, o vice-prefeito Luiz Fernando Pinto Dias (PT) estaria em tratamento médico contra hipertensão arterial. É o vice, porém, quem chefiará o Executivo na segunda licença do colega, de 26 de dezembro a 14 de janeiro, quando Nedson deve viajar com os dois filhos.
Natural de Fênix (63 km a leste de Campo Mourão), Bonilha, 42, chegou a Londrina em 1976, onde começou a trabalhar como catador de vidro na rua. A origem humilde emocionou o vereador na leitura do discurso de posse, acompanhada no gabinete por boa parte do secretariado municipal, servidores da Câmara, familiares e eleitores da Zona Norte, onde ele mora. Anos depois da chegada à cidade, entrou para o comércio de carnes, e, em 1991, pelo PDT, ingressou na política. Eleito vereador pela primeira vez em 1996, está hoje no terceiro mandato, e no segundo à frente da Presidência do Legislativo.
Sobre as ações pelos próximos nove dias, o novo prefeito afirmou ter estabelecido uma agenda de visitas a obras da Prefeitura e de conversas com o secretário municipal de Fazenda, Wilson Sella. Em pauta, o 13º salário - e não a reposição salarial - do funcionalismo. ''Não vaou fazer nenhum tipo de gasto, nenhuma extravagância. Vamos ver apenas a possibilidade de incrementar a arrecadação'', resumiu.
Após elogios ao sucessor interino, Nedson afirmou que o gesto é ''também uma gentileza'' a Bonilha. ''É uma tradição: sempre se busca viabilizar esse momento ao presidentes em fim de mandato. Além disso, o ato reforça as relações entre Executivo e Legislativo'', justificou. Na Câmara, Bonilha é um dos nomes fortes da base aliada ao prefeito - maioria no Plenário - na defesa de matérias originadas ou de interesse da administração. (J.G.)





