Cerimônia de posse sem atrasos, mas com protesto
Curitiba - A primeira parte do evento da posse, na AL, começou pontualmente às 16 horas. Acompanhado da esposa, Fernanda Richa, e do presidente da Casa, Valdir Rossoni (PSDB), Beto subiu a rampa que dá acesso ao prédio onde fica o plenário da Casa. Também estavam presentes a vice-governadora eleita, Cida Borghetti (Pros), o marido dela, o deputado federal eleito Ricardo Barros (PP), o atual líder do governo, Ademar Traiano (PSDB), e o primeiro secretário da AL, Plauto Miró (DEM).
Após a execução do hino nacional, Rossoni fez um breve pronunciamento, exaltando o fato de ter devolvido aos cofres públicos, durante a sua gestão, R$ 630 milhões, o que corresponde a 52% do orçamento destinado ao Legislativo. Na sequência, Beto e Cida fizeram o juramento ao Estado e assinaram o documento de posse. Já por volta das 17h10, passaram em revista à tropa da Polícia Militar (PM), na rua, enquanto se dirigiam ao Palácio Iguaçu.
Na entrada da sede do governo estadual, os eleitos foram recebidos por um pequeno grupo de manifestantes, liderados pela APP-Sindicato. Aos gritos de "caloteiro" e "vergonha", os servidores protestavam contra o atraso dos salários dos 37 mil docentes que atuam com contratos temporários no Estado, os chamados PSS. Segundo a entidade, a expectativa era que os vencimentos fossem depositados até 31 de dezembro, o que não ocorreu.
O governador, contudo, minimizou a ação. "A lei nos permite pagar os salários até o quinto dia útil do mês seguinte. Ali é motivação partidária de um sindicato ligado à CUT (Central Única dos Trabalhadores), mantido pelo governo federal e muito próximo do Partido dos Trabalhadores. Eles não aceitam a derrota que tiveram nas urnas". (M.F.R.)





