Ceranto volta atrás e tira nome
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terça-feira, 20 de maio de 1997
Patrícia Zanin Da Redação 
ExplicaçãoAlexandre Ceranto: CPI nunca prendeu nenhum colarinho brancoO único deputado paranaense a voltar atrás no pedido da instalação da CPI para apurar denúncias de compra de votos pró-reeleição foi Alexandre Ceranto (PFL). Ele é de Umuarama e integra a lista dos 19 deputados que assinaram pró-CPI, mas desistiram no meio do caminho. Retirei minha assinatura porque fui orientado pela minha liderança, justificou o deputado.
CPI nunca chegou a lugar algum e nunca prendeu nenhum colarinho branco, argumentou. Questionado sobre as comissões parlamentares de inquérito do Orçamento, que cassou os chamados anões, e a de Paulo Cesar Farias, que culminou com o impeachment do presidente Fernando Collor, Ceranto desconsiderou. Não foi bem a CPI que chegou aonde chegou. CPI nunca atingiu trabalhador e só dá confusão, desconversou.
Ele reconheceu, porém, que pega mal voltar atrás de uma decisão, principalmente diante do eleitorado e da opinião pública. Mas sou responsável pelos meus atos e, se preciso for, vou explicar no palanque, disse o deputado.
Além do paranaense Alexandre Ceranto, retiraram suas assinaturas da lista com o pedido de instalação pró-CPI da reeleição os deputados da bancada do Rio de Janeiro Aldir Cabral (PFL), José Edydio (PL), Eurico Miranda (PPB), Candinho Mattos (PSDB), José Carlos Lacerda (PSDB) e Simão Sessim (PSDB). Na bancada de Minas Gerais, os desistentes foram Carlos Melles (PFL), Wagner Nascimento (PPB), Elias Murad (PSDB), Narcio Rodrigues (PSDB), Octávio Elisio (PSDB) e Osmânio Pereira (PSDB). Na bancada do Ceará, três deputados também voltaram atrás, todos do PSDB: Pimentel Gomes, Raimundo Gomes de Matos e Rommel Feijó. Os tucanos Ezidio Pinheiro (RS), Fernando Torres (AL) e Mário Negromonte (BA) também desistiram.


