Centro Judiciário pode não sair do papel
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Catarina Scortecci<BR> Equipe da Folha 
Curitiba - O projeto original do Centro Judiciário de Curitiba, uma obra de 220 mil metros quadrados que seria construída na área do presídio desativado do Ahú, pode não sair do papel, embora ele já tenha custado quase R$ 46 milhões para os cofres do Estado. Agora, em função dos imbróglios em torno do terreno negociado com o INSS, uma nova versão do projeto, mais modesta, está sendo estudada pelo Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná: aos invés de 220 mil metros quadrados, a obra seria reduzida a 30 mil metros quadrados.
No final de 2006, por cerca de R$ 2,5 milhões, um concurso definiu o projeto arquitetônico para o Centro Judiciário de Curitiba, que abrigaria inicialmente todas as varas cíveis, criminais e juizados especiais da Capital. No início do ano passado, uma empresa de São Paulo venceu um processo licitatório para elaborar, por R$ 3,5 milhões, projetos complementares. No ano passado, outros cerca de R$ 40 milhões já foram reservados para a compra do terreno, ainda em negociação com o INSS.
''O projeto original era grandioso, bonito, mas custaria mais de R$ 200 milhões, dinheiro que o Estado não tem. O mundo de hoje exige mais racionalidade. Podemos fazer um prédio mais rápido, menor, decente e sem luxo'', afirmou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Paraná, José Glomb, em entrevista à Reportagem. Mas e o que já foi gasto? ''Um prédio mais barato compensaria. E não diria que o projeto original deve ser abandonado'', afirmou Glomb. A nova versão estaria estimada em R$ 60 milhões e seria construída na parte da área não atingida pelo imbróglio com o INSS, que está em ligítio com moradores que dizem ser proprietários do local.


