São Paulo - A corrupção no aparelho de governo, no sistema policial e na Justiça do Espírito Santo tem impedido todas as tentativas de combate ao crime organizado no Estado, e a intervenção federal seria o único instrumento capaz de levar as investigações adiante, defendeu ontem o Centro de Justiça Global. ''Juizes, promotores, delegados de polícia, políticos, que tentam investigar o crime organizado sofrem todo o tipo de pressão, sujeitos a processos administrativos, ameaçados de morte ou assassinados'', diz James Cavallaro, diretor executivo do Centro.
A diretora de Pesquisa e Comunicação do Centro, Sandra Carvalho, lembrou que o pedido, feito em 1995 pelo Ministério Público Federal (MPF), de extinção da Scuderie Le Cocq, organização abertamente comprometida com a criminalidade, está parado na Justiça.
A CPI do Narcotráfico investigou e denunciou dezenas de nomes e de organizações ligadas ao crime organizado que agiam no Espírito Santo, entre eles o atual presidente da Assembléia Legislativa, José Carlos Gratz (PFL).
''A impunidade é fator determinante para a escalada de criminalidade no Espírito Santo, que ocupa lugar de destaque no macabro campeonato da violência, com índice anual de 55 homicídios para cada 100 mil habitantes'', dizia o relatório.

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