Central ainda não identificou equipamentos
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quinta-feira, 10 de maio de 2001
De Curitiba 
A Central de Inquéritos ainda não terminou o processo de identificação dos equipamentos apreendidos no início da semana nas casas do ex-funcionário do Palácio Iguaçu Gilberto Maria Gonçalves e do ex-gerente de Segurança da Telepar Brasil Telecom Edgar Fontoura Filho. Os oficiais da Central de Inquéritos e os promotores da Promotoria de Investigações Criminais (PIC) apreenderam diversos equipamentos que serviriam para fazer escutas telefônicas que serão submetidos a perícia técnica.
Foram apreendidos na residência de Gilberto Maria Gonçalves cinco aparelhos cryptofone 7.000, um zip disk PC 100 mega, 11 disquetes, oito tomadas telefônicas, cabos, três manuais Equitel para uso de telefonia, três identificadoes de chamada tipo Bina, um anti-grampo P3 alemão, além de uma série de anotações. O mandado de remoção foi assinado pelo juiz da Central de Inquéritos, Joscelito Giovani Sé no último dia 8. Também foi apreendido um armário com central telefônica com capacidade para dois mil troncos ou cinco mil ramais. De acordo com Gonçalves, o armário foi doado pela Siemens para os comitês de campanha do PFL.
Na casa de Edgar Fontoura, o promotor da PIC Luis Eduardo Silveira de Albuquerque relatou que foram encontrados diversos equipamentos de telefonia que poderiam ser usadas para escutas telefônicas e documentos confidenciais da Telepar. Fontoura foi desligado da Telepar na segunda-feira. Jefferson Martins Storrer, ex-técnico da Telepar e que fazia free-lancer para a Defense Consultoria e Segurança de Informações (empresa de assessoria da qual Fontoura é dono), também foi demitido da Telepar no mesmo dia. (M.D.)


