Centrais unificam discurso pró-jornada de 40 horas
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quinta-feira, 01 de maio de 2008
Agência Brasil 
São Paulo - Em defesa de uma pauta unificada que reivindica, principalmente, a diminuição da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais sem redução dos salários, as duas maiores centrais sindicais do país - a Força Sindical e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) - reuniram ontem, em São Paulo e em vários pontos do Estado, milhares de trabalhadores em diversos eventos, com shows musicais, discursos e sorteios de prêmios.
Pela manhã, na comemoração organizada pela Força Sindical, na praça Campo de Bagatelle, na zona norte, compareceram os ministros do Trabalho, Carlos Lupi, e do Turismo, Marta Suplicy, e o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP). Em discursos e entrevistas, eles foram unânimes em observar que o Brasil tem evoluído na oferta e em melhores condições de trabalho. Lupi salientou o resultado do primeiro trimestre em que que foram criados 550 mil postos de trabalho. O Brasil avança [na oferta e condições melhores de trabalho] e está gerando aumento real [de salários] para todas as categorias, disse o ministro.
Na avaliação de Lupi, o fato de o Brasil ter elevado a sua classificação quanto ao grau de investimentos, deve favorecer ainda mais o aumento na oferta de postos de trabalho. Questionado sobre o suposto envolvimento do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, no esquema de desvio de recursos públicos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), investigado pela Polícia Federal na Operação Santa Tereza, o ministro Carlos Lupi defendeu o líder sindical e deputado federal. Nós não podemos transformar esse processo, que ainda está sendo investigado, em tribunal de inquisição. Para o ministro, no processo democrático deve-se dar o mais amplo direito de defesa.
A ministra Marta Suplicy recebeu vaias da platéia, mas considerou um comportamento normal, praticado por um pequeno grupo. Não dá para ir a um evento desse porte e não ter algumas pessoas que vaiam. Isso é normal, disse ela, justificando ter comparecido ao ato a convite da Força Sindical.
Arlindo Chinaglia selecionou alguns indicadores para ilustrar o quanto o país cresceu na questão do trabalho, como o dado comparativo na taxa de desemprego. Tivemos em março taxa de desemprego de 8,3%, a menor desde que começou a ser medida, e que, em 2002, era de 13%. Além disso, lembrou que quase a metade dos trabalhadores (48%) tem hoje carteira de trabalho assinada e que o salário mínimo de R$ 415,00 ou US$ 245 é o de maior poder de compra dos últimos 30 anos.


