Centrais sindicais reúnem 2 milhões em SP
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domingo, 01 de maio de 2005
Folhapress 
SÃO PAULO - As festas em comemoração ao Dia do Trabalho organizadas pelas duas principais centrais sindicais do país (CUT e Força Sindical) reuniram mais de 2 milhões de pessoas ontem, em São Paulo. Shows musicais e discursos políticos marcaram as duas concentrações.
Cerca de 1 milhão de pessoas participaram da festa promovida pela Força Sindical na praça Campo de Bagatelle, na zona norte de São Paulo, segundo a Polícia Militar. Pelas estimativas dos organizadores do evento, havia mais de 1,5 milhão de pessoas no local.
Sindicalistas de diversas categorias e autoridades políticas participaram de um ato político por volta das 12h, entre eles o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PP-PE).
Os discursos feitos pelas autoridades políticas foram recheados de críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à política econômica. Alckmin, por exemplo, criticou a política dos juros altos. ''Não se combate inflação com juro alto. As pessoas estão cansadas disso'', disse o governador.
Antes dele, Severino foi recebido pelo público com vaias e gestos obscenos. O presidente da Câmara teve dificuldades para fazer seu discurso, em que criticou a MP 242, que altera as regras de concessão do auxílio-doença. Os organizadores do evento chegaram a colocar um jingle para abafar as vaias do público. Ao sair do palco, Severino disse que não escutou vaia nenhuma. ''Se alguém foi vaiado, esse alguém foi o governo.''
O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, também engrossou o coro de críticas a Lula. ''O presidente Lula, quando era sindicalista, era muito radical. Agora, que foi para o governo, ele se esqueceu do povo.''
Com a participação de quase 1 milhão de pessoas, a CUT (Central Única dos Trabalhadores) fez sua comemoração na Avenida Paulista. A realização da missa em comemoração ao Dia do Trabalho na igreja da matriz de São Bernardo do Campo (veja texto ao lado) esvaziou politicamente a festa da CUT pela manhã. O presidente nacional da central sindical, Luiz Marinho, acompanhou a missa ao lado do presidente Lula. Entre os políticos que discursaram na festa da CUT estava José Dirceu, da Casa Civil.


