Centrais sindicais e aposentados lamentam reajuste
São Paulo - As duas principais centrais sindicais do país, a CUT e a Força Sindical, criticaram o valor do mínimo. Aposentados das principais entidades informaram que se sentiram ''traídos'' pelo governo com o aumento anunciado para o salário - que passa a valer R$ 260 - e ameaçam uma onda de protestos a partir de amanhã.
O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Luiz Marinho, disse que ''a equipe econômica venceu mais uma vez''. Marinho disse que o governo deveria pelo menos ter elevado o valor para R$ 270.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijóo, disse estar mais frustrado que no governo anterior. ''De FHC eu não esperava outra coisa. De Lula, eu esperava.''
Sobre o reajuste, o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, disse: ''Isso é dinheiro de pinga. É uma esmola''. A Força Sindical disse ''exigir'' salário mínimo de R$ 320 e ''respeito'' do governo com os trabalhadores.
A Cobap (Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas), que reúne cerca de 100 mil aposentados no país, classificou o aumento de R$ 20 ao salário mínimo como uma ''traição''. (A.F.)





