Brasília - O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, disse ontem que as centrais sindicais planejam uma paralisação nacional de trabalhadores contra as Medidas Provisórias que trazem mudanças em regras trabalhistas e previdenciárias. A greve está pré-marcada para 23 de março, quase uma semana antes do fim do prazo para votação das medidas no Congresso. Torres, que participou de café da manhã com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse não ter ido a Brasília disposto a fazer negociação com o governo sobre as Mps. À tarde, os sindicalistas foram recebidos pelos ministros do Planejamento, Nelson Barbosa, do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, da Previdência Social, Carlos Gabas, e da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, e voltaram a afirmar que só aceitam a revogação dos projetos. A primeira manifestação nacional está marcada para 2 de março, dia em que começam a valer as restrições de acesso ao seguro-desemprego. Segundo ele, se as medidas não forem revogadas, a paralisação será levada à frente.

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