Madri - Centenas de pessoas participaram em Madri da manifestação convocada pelo Fórum Social Transatlântico contra a II Cúpula União Européia-América Latina e Caribe, que acabou ontem na capital espanhola.
Com o lema ‘‘Outro mundo é possível’’, o mesmo do Fórum Social Mundial de Porto Alegre, a marcha partiu com uma hora de atraso, às 11 horas (6 horas de Brasília), da Praça de Touros de Vendas, e acabou na rua Alcalá, uma das mais emblemáticas da cidade.
Foi a segunda manifestação de protesto, depois da realizada na sexta-feira, contra a II Cúpula entre os líderes dos países membros da UE, da América Latina e do Caribe.
O Fórum Social Transatlântico retirou na sexta-feira tendas armadas na Universidade Complutense de Madri, nas quais durante toda a semana foram realizados debates e workshops, que discutiram propostas alternativas para os Governos e empresas multinacionais com operações na América Latina.
Ontem cerca de mil pessoas, segundo os organizadores, (aproximadamente 600, segundo a polícia) se juntaram à marcha convocada pelo Fórum Social em protesto contra as ‘‘políticas neoliberais’’ na América Latina. Os manifestantes, vigiados por um forte esquema policial, cantaram palavras de ordem contra o capitalismo, o Banco Mundial e em favor de políticas mais sociais.
CeticismoO presidente da Venezuela, Hugo Chávez, mostrou-se cético sobre as reuniões internacionais como a que acabou ontem em Madri, pois, segundo disse, os governantes vivem ‘‘de cúpula em cúpula’’, e os povos, ‘‘de abismo em abismo’’.
‘‘É preciso redefinir’’ as cúpulas, pois ‘‘acho que estamos sendo lentos e estamos mal’’, disse Chávez em entrevista coletiva concedida na capital espanhola, aonde chegou na quinta-feira para participar da cúpula União Européia-América Latina e Caribe.

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