Cenário permanece igual ao dia da tragédia
Na parte interna do anfiteatro do Cesa, a tarde de 11 de fevereiro permanece viva em todos os cantos. Os objetos movimentados no dia de abertura do XXVI Congresso Brasileiro de Zoologia continuam no mesmo lugar, como que congelados: cadeiras e copos plásticos espalhados pelo chão, lixeiras a ponto de serem esvaziadas, a programação do evento pregada nas paredes, avisos aos estudantes, papéis, canetas, propagandas de mototáxi e lanchonetes. Os seis meses que se passaram desde então são visíveis no pó, teias de aranha, mofo, infiltrações e traças que dominam o local.
A preservação da cena da tragédia foi determinada pelo juiz da 3 Vara Cível, Rafael Vieira de Vasconcellos Pedroso. ''A idéia é deixar o local exatamente como na época até o perito judicial realizar seu trabalho'', afirmou. O juiz negou pedido da UEL para recuperar a área e voltar a utilizar o anfiteatro. ''Só quando o perito liberar o prédio''.
O procurador jurídico da UEL, Rui Carneiro, lamentou a decisão. ''Nossa avaliação é que o prédio está deteriorando e queríamos autorização para arrumar a parte que não foi afetada pela queda. Há essa necessidade para não acabar com o resto do prédio'', afirmou.
O titular da Prefeitura do Campus Universitário (PCU), Walter Germanovix, confirmou que não foi feita manutenção no local ainda em razão da ''liminar judicial''.
Por outro lado, o auditório Ciro Grossi (Pinicão), localizado no Centro de Ciências Biológicas (CCB), que foi interditado pela própria PCU após a tragédia no Cesa, permanece fechado. ''Ali havia problemas na cobertura e parte elétrica que vamos consertar. Existe verba destinada para isso e já estamos contrando um escritório para elaborar o projeto arquitetônico''.
As nove salas de aula do Cesa interditadas na mesma época, também em razão de problemas estruturais, já foram reparadas - segundo Germanovix - e estão em funcionamento.(F.C.)





