Com a entrada oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa, os 124,6 milhões de eleitores brasileiros vão decidir entre sete candidatos à Presidência, em uma campanha marcada pela falta de grandes líderes políticos, com exceção do próprio petista. Nas pesquisas eleitorais, Lula tem a confortável posição à frente do candidato do PSDB, o ex-governador Geraldo Alckmin. Até os adversários reconhecem que o tucano é o único com potencial para vencer Lula. O papel dos demais será tentar forçar a realização de segundo turno, além de consolidar seus nomes para o futuro. Depois de quatro campanhas presidenciais por onde passaram políticos de peso como Mário Covas, Ulysses Guimarães, Leonel Brizola e Paulo Maluf, esta deverá ser a disputa menos empolgante desde a redemocratização, na previsão de políticos experientes. Na eleição de 2002, que teve o menor número de candidatos a presidente desde 1989, a disputa teve políticos conhecidos como Serra, Ciro e o ex-governador do Rio Anthony Garotinho. Este ano, Serra concorre ao governo de São Paulo. Ciro, agora aliado de Lula, optou por puxar votos para o PSB como candidato a deputado no Ceará e Garotinho foi preterido pelo PMDB. São candidatos à presidência da República: Lula (PT), Alckmin (PSDB), a senadora Heloísa Helena (PSOL), o senador Cristovam Buarque (PDT), os ex-deputados Luciano Bivar (PSL) e José Maria Eymael (PSDC), e o professor Rui Pimenta (PCO).


Será disputado pelos dois candidatos mais votados no primeiro turno da eleição para presidente da República e para governador. Não haverá segundo turno se um dos candidatos obter 50% mais um dos votos válidos.


Só podem ser divulgadas se estiverem registradas no cartório eleitoral. O registro deve ser feito cinco dias antes da divulgação.

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