A corrida pela reeleição também alterou o cenário partidário na Câmara Federal. A maior surpresa em Brasília foi a mudança do tucano Flávio Arns, que assinou ficha no PT. Arns justificou a troca argumentando que, no PSDB, há um grande afastamento entre o programa e a prática dentro da legenda. ''Houve um racha do partido com a população'', afirmou. O deputado federal está no terceiro mandato. Candidato à reeleição, Arns é ligado a movimentos sociais. Ele disse que a mudança foi defendida pelo seu eleitorado. ''Foi quase uma unanimidade. Eles defenderam que a coerência da minha atuação estava dentro do PT''.
Os anseios da base eleitoral também foram o motivo da volta de Max Rosenmann (ex-PSDB) ao PMDB. O deputado quer se reeleger, e o PMDB foi a opção defendida por sua base, formada por 50 prefeitos. Do total, 21 prefeitos são peemedebistas. A maioria dos prefeitos consultados pelo parlamentar apontou o PMDB como a melhor opção. No plano federal, o PMDB apóia o governo. No Paraná, faz oposição.
Affonso Camargo deixou o PFL para entrar no PSDB, mantendo-se na base de sustentação ao presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Camargo entrou no partido, que está sendo reformulado após a saída do senador Alvaro Dias (PDT), ex-presidente estadual do PSDB. A terceira baixa no ninho tucano foi Airton Roveda. Em busca de uma situação mais confortável, ele optou pelo PTB. (M.D.)

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