Com o fiasco da Universidade Estadual (Unescam) – o projeto foi vetado pelo governador Jaime Lerner (PFL) – os candidatos a prefeito de Campo Mourão brigam agora até pelo Cemitério Municipal São Judas Tadeu, o único existente na cidade. O ‘‘campo santo’’ ganhou destaque na campanha, primeiro, com o candidato de oposição, o deputado estadual Nélson Tureck (PFL), e, ontem, teve ‘‘resposta’’ do prefeito Tauillo Tezelli (PPS).
Tureck anunciou no horário eleitoral do rádio e da televisão que, se for eleito, vai reformar o cemitério. Segundo ele, o local ‘‘mais parece cenário de filme de terror’’. A resposta de Tezelli veio ontem no programa apresentado pela manhã no rádio. O programa ironizou a proposta de Tureck, dizendo que ele promete reformas em Campo Mourão, mas, como prefeito de Luiziana (1989/92) não teria feito sequer um muro no cemitério da cidade.
No horário da televisão, o programa de Tezelli não tocou no assunto do cemitério, mas a Folha apurou que o cemitério de Luiziana já foi até filmado para ser mostrado durante a campanha de Tezelli. Se não usar no horário eleitoral, o prefeito poderá usar as imagens em telões, durante comícios. As ‘‘brigas’’ envolvendo cemitérios são apenas amostras do novo rumo que vem tomando a campanha em Campo Mourão.
A apresentação de propostas feita nos primeiros dias vem sendo substituída, aos poucos, por provocações aos adversários. Ontem, na televisão, o programa de Tezelli também, anunciou, por exemplo, que o ‘‘candidato deputado’’ (referência a Tureck) tinha seu nome na lista telefônica apenas em Luiziana, enquanto o nome de Tezelli estaria nas páginas de Campo Mourão. O programa afirmou que o mourãoense precisa pagar interurbano para falar com Tureck.
O candidato do PFL, por sua vez, vem insinuando desde a semana passada que a máquina administrativa da prefeitura estaria sendo usada na campanha de Tezelli. ‘‘A máquina que estamos enfrentando é muito forte’’, disse, ontem. ‘‘O castelo que estamos enfrentando tem os muros muito altos’’, completou. O programa também contou com depoimentos do senador Roberto Requião (PMDB) e do deputado federal Rafael Greca (PFL). Os velhos ‘‘inimigos’’ pediram voto a Tureck.

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