A Câmara dos Vereadores de São Paulo rejeitou ontem o pedido de impeachment do prefeito Celso Pitta (PTN). Pitta foi absolvido das 11 acusações e deve permanecer no Palácio das Indústrias até o fim da gestão, em dezembro. A oposição, que necessitava de pelo menos 37 votos para a cassação do mandato do prefeito, não conseguiu mais do que 22 votos dos 55 vereadores da Câmara e ainda perdeu votos que eram tidos como garantidos.
Esta foi a primeira vez que a Câmara julgou um prefeito em um processo de impeachment. A sessão começou às 8 horas e durou mais de nove horas. A movimentação da ‘‘tropa de choque’’ de Pitta foi grande durante todo o dia, para garantir o placar favorável.
Das 11 acusações que constavam da denúncia elaborada pela seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) e que deu origem ao processo de impeachment, a Comissão Processante recomendou a cassação do mandato do prefeito em duas: a viagem a Paris realizada por Pitta e sua ex-esposa, Nicéa Pitta, durante a Copa do Mundo de 1998, e o empréstimo de R$ 800 mil do empresário Jorge Yunes ao prefeito.
Em relação à viagem, 30 vereadores recusaram a denúncia, 22 aceitaram e três votaram em branco. No caso do empréstimo, foram 32 votos favoráveis a Pitta, 20 contra e três em branco. O processo de votação começou às 13h40 e durou quatro horas. Além dos vereadores, permaneceram em plenário apenas os advogados do prefeito, Antônio Claudio Mariz de Oliveira, Mário Sérgio Duarte Garcia e Sérgio Alvarenga. Os votos foram depositados em urnas coloridas identificadas por letras. Apesar de a comissão ter recomendado a cassação em apenas dois aspectos, os parlamentares votaram cada um dos 11 pontos.
O fim da sessão foi marcado foi por um tumulto entre vereadores da oposição e situação. A confusão começou logo após a proclamação do resultado oficializando a vitória de Pitta. Ao tentarem entrar no plenário com uma faixa escura com os dizeres ‘‘Pitta ganha, São Paulo perde’’, os parlamentares da oposição foram impedidos por colegas da situação e pelos policiais militares responsáveis pela segurança da Câmara.
A assessoria de imprensa de Pitta informou que o prefeito está feliz por ter derrubado na Câmara todas as acusações que, na sua opinião, eram ‘‘infundadas’’.

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