São Paulo e Brasília - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello, 67 anos, foi internado na noite de anteontem, em um hospital de Brasília, após apresentar sintomas de uma forte gripe e suspeita de pneumonia.
Com isso, o julgamento do mensalão só vai ser retomado na próxima semana. Segundo nota divulgada pelo STF, ''o diagnóstico inicial não afastou a hipótese de uma pneumonia''. ''Por isso, os médicos decidiram pela sua permanência no hospital para a realização de novos exames.'' O texto afirma ainda que ''caso seja liberado pelos médicos, o ministro Celso de Mello participará da sessão plenária da próxima segunda-feira''.
O ministro já havia se ausentado da sessão de anteontem do Supremo por causa do resfriado, adiando a definição sobre a perda de mandatos de parlamentares condenados pelo mensalão. A questão está empatada em 4 a 4 no plenário e falta apenas o voto do ministro, decano da corte. Ele já deu sinais que vai seguir o voto do presidente do tribunal e relator do caso, Joaquim Barbosa, de que a cassação automática do mandato de um réu condenado é uma atribuição da corte, cabendo à Câmara apenas oficializar a decisão.
Com a ausência do ministro na sessão de anteontem, o mensalão saiu da pauta e outros processos foram analisados. O ministro foi orientado por seus médicos a repousar para recuperar a saúde. Na sessão da última segunda-feira, Mello teria inclusive sido atendido no meio da reunião pelo serviço médico do tribunal. O ministro assumiu a cadeira no Supremo em 1989, indicado pelo então presidente José Sarney, e é o mais antigo na atual composição da corte.

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