Leandro Donatti
De Curitiba
A Comissão Especial de Investigação (CEI), criada pela Assembléia Legislativa para auxiliar a CPI do Narcotráfico, só vai ouvir depoimentos de pessoas envolvidas no tráfico de drogas no Estado, depois de virar Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), em meados de fevereiro, quando os deputados estaduais voltarem do recesso. A informação é do vice-presidente da CEI, deputado estadual Algaci Túlio (PTB).
A CEI reuniu-se ontem à tarde em Curitiba para discutir o andamento das atividades e chegou a conclusão que não vale a pena ouvir envolvidos sem ter o poder de polícia de uma CPI. Túlio citou como exemplo a tomada de depoimento da Shirley Aparecida Pontes, traficante apontada como um dos braços do traficante carioca Fernandinho Beira-Mar no Estado. ‘‘Ela deu o depoimento e foi removida para Maringá. Isso é ruim’’, disse.
Túlio informou que a CEI está enviando um ofício para a 5ª Vara de Execuções Penais solicitando a remoção de Shirley para a penitenciária feminina de Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba. O deputado disse ainda que integrantes da CEI embarcam na semana que vem para Brasília, onde manterão contatos com integrantes da CPI. ‘‘Vamos trocar algumas figurinhas.’’
A CEI não ouve depoimentos mas analisa uma relação das apreensões de drogas feitas no Paraná durante os últimos três anos, em cada subdivisão policial do Paraná. A lista com as ocorrências foi entregue ontem pelo delegado geral da Polícia Civil, Ricardo Noronha. ‘‘Temos de analisar caso a caso para ver o que tem relevância, e importância para ser investigado’’, observou Túlio.