CEI sugere que Grêmio troque seguradora
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quinta-feira, 18 de agosto de 2005
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
A Comissão Especial de Investigação (CEI) que apura denúncia de irregularidade no Grêmio dos Operários da Prefeitura de Londrina vai sugerir à entidade que cancele a apólice com a seguradora Real e reassuma a firmada com a Boa Vista Seguros, encampada pela Bradesco Vida e Previdência. De acordo com o presidente da CEI, vereador Luiz Carlos Tamarozzi (PTB), a decisão foi respaldada pelo depoimento prestado ao grupo anteontem à tarde pelo corretor Gilberto Schell, que presta serviços à Bradesco. Segundo o parlamentar, o Grêmio ''agiu irregularmente'' ao estabelecer uma apólice com a Real, em dezembro de 2004, sem que a da Boa Vista tivesse sido cancelada firmada em 1965, ela vigoraria até outubro deste ano.
Na avaliação do vereador, o novo depoente trouxe informações que comprovariam prejuízos ao servidor público segurado na apólice do Grêmio, que é coletiva e encampa, hoje, cerca de 1,5 mil pessoas. Um desses aspectos negativos, disse, é a redução do prêmio pago: ''Na Boa Vista, por exemplo, o funcionário que se aposenta após os 60 anos tem a garantia de receber cerca de R$ 45 mil. Na Real, esse valor cai para R$ 6 mil'', comparou.
Já o caráter irregular na conduta do Grêmio, explicou o petebista, é quanto à forma com que o Grêmio mudou de seguradora. ''A diretoria precisava que um terço dos associados segurados, em assembléia, concordasse com isso. Da mesma forma, a Bradesco teria de ser avisada por escrito, 30 dias antes de expirar a apólice, de que haveria a desistência. Pelo que nos foi mostrado em documentos, nenhum dos procedimentos foi adotado'', resumiu. Tamarozzi adiantou que o presidente do Grêmio, Luiz Bispo da Silva, foi novamente chamado para depor à CEI, na próxima quarta-feira, às 14h30.
Silva negou que tenha havido irregularidades por parte do Grêmio, mesmo admitindo que não apresentou à CEI documentos que comprovem a anuência de um terço dos servidores. Quanto à diferença dos prêmios pagos, lançou um desafio: ''Eles (vereadores e Schell) que me provem. Quando a Real assumiu, nos garantiu que não haver prejuízo algum'', argumentou. Entretanto, ele deu sinais de que pode, sim, retornar para a Bradesco com a qual, porém, nega que tenha quase R$ 800 mil de dívida declarada pelo corretor à Comissão. ''Creio que o melhor caminho seja mesmo voltar para a Bradesco, não sei se a Real vai aceitar. Mas só terei certeza disso amanhã (hoje), depois de me reunir com meus advogados'', concluiu.


