CEI sobre empréstimos ganha força na AL
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quarta-feira, 26 de março de 2014
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba - De volta à Assembleia Legislativa (AL), o deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB) confirmou ontem que pretende propor a instalação de uma Comissão Especial de Investigação (CEI) para averiguar a suposta discriminação sofrida pelo governo do Paraná por parte da União. O agora ex-secretário do Trabalho questiona a demora na aprovação de cinco operações de crédito pleiteadas junto à Secretaria do Tesouro Nacional (STN).
Desde o ano passado, o tema tem gerado polêmica na AL. De um lado, a base aliada ao governador Beto Richa (PSDB) acusa a senadora Gleisi Hoffmann (PT), que é pré-candidata ao governo, de "agir contra os interesses do Estado". De outro, a oposição lembra que a administração tucana extrapolou limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e que não investiu o mínimo constitucional de 12% em saúde.
"Estou avaliando qual o melhor instrumento para fazermos isso, se por meio de oitivas. Gostaria muito de escutar o Arno Hugo Augustin Filho (secretário do Tesouro)", afirmou Romanelli. Ele defendeu ainda que os "culpados por obstruir" a liberação das verbas "respondam judicialmente" pelos seus atos. Como o parlamentar se ausentou ontem da AL, para participar de evento no Palácio Iguaçu, contudo, o documento só deve ser protocolado na semana que vem.
Questionado se aprovaria a instalação da CEI no Legislativo, o líder da bancada do PT, Tadeu Veneri, disse ontem já estar "com a caneta na mão". No entanto, sugeriu que sejam convocados também técnicos do Tribunal de Contas (TC) para explicar os gastos do governo. "Eu não quero polemizar. Mas ou o Estado cumpre o que diz a lei ou não vai ter empréstimos. Não sou eu que estou dizendo. É o que está na lei."
Beto já solicitou oito financiamentos. Dois, de aproximadamente R$ 953 milhões, foram autorizados pela STN, enquanto outros cinco, que somam R$ 2,44 bilhões, ainda são avaliados. "A última (operação) estava pronta para ser liberada, com ordem, pelo menos na minha frente, da presidente da República. Mas daí, num joguinho combinado, o (Roberto) Requião foi lá e entrou", declarou o governador, em referência ao voto contrário do senador. Já a oitava proposta, de R$ 250 milhões, chegou à AL na última segunda-feira, devendo ser votada em plenário nas próximas sessões.
Com base nas mesmas justificativas de Romanelli, o deputado federal paranaense Fernando Francischini (SDD) também aprovou requerimento solicitando uma visita de Augustin Filho à Câmara dos Deputados, em Brasília. Neste caso, o depoimento seria dado à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Casa, integrada também pelos parlamentares Pepe Vargas (PT-RS) e João Arruda (PMDB-PR).


