CEI ouve a direção da Cohab semana que vem
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terça-feira, 25 de março de 1997
Patrícia Zanin Da Redação 
Arquivo FolhaVidroJacy Aguiar: entidades para garantir transparência dos trabalhosOs membros da Comissão Especial de Inquérito (CEI) criada para investigar denúncias de irregularidades administrativas na Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld) marcaram para quarta-feira, dia 2, às 14 horas, os depoimentos do presidente da Cohab, José Caetano Perri, e do diretor técnico, Heleno Solano Rabello. Os integrantes da comissão querem saber como surgiu o projeto que está sendo desenvolvido no conjunto Ilda Mandarino, zona norte, quais seus custos e metas.
Segundo declarações da diretoria da Cohab à imprensa, trata-se de um projeto-piloto, executado pela construtora Grande Piso, de Foz do Iguaçu, sem custos para a Companhia.
A Comissão se reuniu ontem de manhã e pretende convidar representantes de entidades e clubes representativos da sociedade, sindicatos e Ministério Público para acompanhar o andamento dos trabalhos. A sugestão para o convite partiu do prefeito Antonio Belinati (PDT), quando ele protocolou o pedido de criação da Comissão anteontem, na Câmara. O presidente da Comissão, vereador Jaci Aguiar (PDT), disse ontem que o convite das entidades é para garantir a transparência dos trabalhos. Não é porque têm amigos do prefeito que a comissão não vai fazer um trabalho sério, garantiu. A CEI também deve convidar para prestar declarações o deputado federal José Janene (PPB), que teria exigido a demissão de Rabello, segundo reportagem publicada pelo jornal Correio Braziliense.
A construtora Grande Piso construiu em Foz do Iguaçu 37 casas populares usando a mesma tecnologia da que propõe para Londrina e não 300, como informou a diretoria da Cohab. A informação é do diretor-presidente da Cohafoz (Companhia de Habitação de Foz), Edson Mandelli Stumpf. Segundo ele, as casas ficam nos bairros Morumbi e Vila C e estão ocupadas há oito meses. Stumpf informou que pelo menos sete moradores apresentaram queixas em relação à fraca resistência das paredes e revestimento das casas à Cohafoz.
O diretor da Cohafoz disse ter determinado ao Departamento Técnico a elaboração de um laudo sobre a situação de todas as casas construídas pelo sistema de fibrocimento. O objetivo é verificar se as reclamações são ou não procedentes, informou. Ele diz que as primeiras informações que chegaram à Companhia mostram que as três casas que serviram de amostra ao projeto estão em perfeito estado, enquanto as construídas depois da assinatura do contrato não apresentaram a mesma qualidade.


