Curitiba - A Câmara de Vereadores de Rio Branco do Sul instalou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar irregularidades em licitações realizadas pelo prefeito do município, Amauri Johnsson (PPS). De acordo com denúncias protocoladas por um eleitor, o prefeito teria ferido a Lei de Licitações ao firmar contratos com empresas de transporte escolar, auditoria, advocacia e locação de veículos.
A comissão processante foi instalada na quarta-feira pelo presidente da Câmara de Vereadores, Araslei Cumin (PSDB). Pela Lei Orgânica do município, Johnsson tem dez dias para apresentar sua defesa por escrito. Baseada neste documento, a comissão irá decidir se arquiva a denúncia ou dá seguimento ao processo.
Segundo Cumin, o denunciante apresentou provas de que um contrato de R$ 350 mil mensais para a realização do transporte escolar foi firmado sem a realização de licitação ou a publicidade adequada no Diário Oficial de Rio Branco do Sul. ''A denúncia foi aceita por unanimidade, mas isso não quer dizer que estamos considerando o prefeito culpado. Vamos dar todas as oprtunidades para que ele apresente sua defesa'', ressaltou Cumin.
A instalação da CPI é mais um capítulo na conturbada história política do município. Em 2001, a Câmara de Vereadores já havia afastado o então prefeito Bento Chimelli, que responde a ação criminal por porte ilegal de arma e receptação de veículos roubados. Posteriormente, a vice de Chimelli, Joana Elias, também foi afastada do cargo, mas obteve na Justiça o direito de voltar ao cargo. No início deste ano, mais um prefeito foi defenestrado, desta vez por crime eleitoral: Pedro Cristiano (PP), que havia vencido as eleições, foi afastado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
A Folha tentou contato ontem com Johnsson para que ele pudesse apresentar sua versão dos fatos, mas o prefeito não se encontrava nem na prefeitura nem no seu escritório de advocacia. A reportagem também tentou contato na casa de Johnsson, mas não obteve retorno.

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