Luciana Pombo
De Curitiba
O Ministério Público do Estado e a Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Assembléia Legislativa que investiga possível participação de paranaenses na rota do tráfico de drogas e no crime organizado deverão se unir para atuar em conjunto na busca de informações e provas. A decisão foi tomada ontem durante uma reunião entre os sete deputados que compõem a Comissão Especial, o procurador-geral da Justiça Gilberto Giacóia e o coordenador dos Grupos Especiais de Repressão ao Crime Organizado e ao Narcotráfico, Dartagnan Abilhôa.
‘‘Estabelecemos estratégias para uma atuação conjunta entre o Ministério Público e a Comissão Especial da Assembléia Legislativa’’, definiu o procurador-geral.
As estratégias serão definidas durante reuniões constantes entre os dois órgãos e com a troca de informações. ‘‘Estaremos acompanhando os trabalhos da Comissão Especial da Assembléia e eles estarão acompanhando as atividades que vamos desenvolver. Temos que estar interligados para garantir o combate à criminalidade’’, definiu.
O Ministério Público se comprometeu a agilizar os pedidos de decretação de prisão, quebra de sigilo bancário ou telefônico dos envolvidos no crime organizado no Estado. ‘‘Encaminharemos os pedidos para a Justiça e conseguiremos agilizar os requerimentos e reivindicações da Assembléia Legislativa. Temos larga experiência na percepção criminal e uma boa sintonia com o Judiciário’’, argumentou Giacóia.
O trabalho conjunto entre os dois órgãos, de acordo com o procurador, deverá começar na semana que vem. Além de integrar Ministério Público e Assembléia Legislativa, Giacóia também pretende envolver a Polícia Civil e a Polícia Federal.
‘‘Vamos buscar este tipo de integração para que todo o trabalho de apuração e de coleta de provas não fique perdido entre os órgãos que estão fazendo as investigações. Trabalharemos unidos’’, afirmou.

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