CEI dos Alvarás pede documentos e marca oitiva
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quarta-feira, 23 de abril de 2014
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 
Em sua primeira reunião, a Comissão Especial de Inquérito (CEI) dos Alvarás da Câmara de Londrina solicitou todos os documentos relativos aos empreendimentos do Complexo Marco Zero e das 12 obras suspeitas de irregularidades no Jardim Colúmbia e já marcou a primeira oitiva para a próxima segunda-feira, às 14h30.
O primeiro a ser ouvido deve ser o presidente da Associação de Moradores do Jardim Colúmbia, Juliano Dalto, que denunciou suposto esquema de cobrança de propina por fiscais da Secretaria de Obras no bairro. O presidente da comissão, Jamil Janene (PP), não descarta convocar todos que comandaram a pasta desde 2006 durante a apuração.
A CEI dos Alvarás foi aprovada na quinta-feira passada e seus membros, escolhidos anteontem. A proposta, segundo Jamil, é investigar os problemas na liberação de alvarás e Habite-se para os empreendimentos em volta do Marco Zero e a suspeita de cobrança de propina para falsificação de documentos dentro da Secretaria de Obras que permitiriam a emissão de alvarás.
O prazo dado para a entrega da papelada pelo Executivo no caso do Colúmbia é de cinco dias corridos. Para o Marco Zero, o prazo é o dobro. A CEI também decidiu solicitar a documentação em posse do empresário Raul Fulgêncio para confrontar com os da administração municipal.
A CEI tem até 90 dias para fazer a investigação e elaborar um relatório que será analisado em plenário, mas o prazo pode ser prorrogado, caso necessário, por mais 45 dias. Jamil disse que o objetivo do grupo é terminar os trabalhos o mais rápido possível, mas não deu previsão porque podem surgir outros pontos a serem apurados.
No dia em que a CEI foi aprovada, moradores do Jardim Presidente acompanharam a votação e pediam que fosse investigada a situação da subestação da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) no bairro, que não teria, segundo eles, Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV).
Além disso, Jamil voltou a confirmar que o caso do prédio do City Shopping, onde está instalada a Havan, no centro, está fora do foco da comissão. Ele disse que esses casos só serão apurados caso surjam denúncias documentadas e testemunhas.


