CEI do Transporte adota discurso conciliador com Barbosa Neto
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
A aprovação anteontem de 24 das 29 conclusões da Comissão Especial de Investigação (CEI) do Transporte, na Câmara de Vereadores de Londrina, deve abrir um novo canal de diálogo entre Executivo e Legislativo - sobretudo porque a nova planilha do sistema, reajustada no último dia 2 em 5%, é assinada não mais por técnicos sem formação específica no assunto, mas unicamente pelo presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Lindomar Mota dos Santos. A análise é do presidente da CEI, vereador Joel Garcia (PDT), que, ontem, adotou o discurso conciliador com a administração municipal após semanas de farpas mútuas.
De acordo com o Garcia, o fato de Mota - o que foi confirmado ontem à tarde a ele pelo assessor de Transportes da CMTU, Wilson de Jesus - assinar a nova planilha é um indicativo de que a administração municipal considerou ao menos parte das conclusões da CEI. ''O relatório final pedia a criação de uma equipe técnica multidisciplinar, permanente e exclusiva para fiscalizar a execução do transporte, o que foi cumprido com o estudo técnico encomendado pela UEL; além do mais, pedimos a responsabilidade técnica do presidente da CMTU pela planilha, o que está cumprido'', afirmou, para completar: ''Isso é uma grande vitória, pois, de agora em diante, o presidente da Companhia, que também é contador, passa a responder cível e criminalmente por quaisquer erros que venham a ocorrer na planilha até o próximo reajuste. Ou seja: sobra mais tempo para o prefeito tocar outros assuntos da cidade'', definiu. E, em outro tom, o ex-líder do Executivo na Casa concluiu: ''Não quero colocar a faca no pescoço do Barbosa; ele está administrando uma série de problemas e, se achar que não é o caso de anular a licitação (principal conclusão do relatório da CEI, aprovada em plenário), basta apresentar uma justificativa e o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que deverá ser firmado até resolvermos os problemas no transporte''.
A FOLHA tentou faar ontem com o presidente da CMTU, mas ele não atendeu os telefonemas da reportagem nem na CMTU, nem no celular. Barbosa também não foi localizado - segundo a assessoria, estava ontem na cidade de São Paulo.
Apesar das conclusões da CEI aprovadas em plenário, três foram rejeitadas na votação que terminou perto das 23 horas de anteontem - o relatório deve ser encaminhado amanhã ao Ministério Público -: a que pedia providências cíveis e criminais cabíveis contra Wilson Maria Sella e Mauro Yamamoto, ex-gestores das CMTU, a que visava impedir no prazo de 90 dias o tráfego de veículos de transporte individual em ruas centrais nos horários de maior fluxo de ônibus, e a que tinha por meta impedir, por 30 dias, o acesso e a atuação dos servidores que trabalham atualmente na planilha da CMTU ''com o deslocamento destes para outras funções dentro da companhia''.
Em nota oficial emitida ontem sobre a aprovação do relatório da CEI, o sindicato que representa as empresas do Transporte Coletivo, o Metrolon informou que ''tem a mesma opinião da Procuradoria Jurídica do Município de Londrina'', ou seja: a de que o relatório ''é inconstitucional''.


