A Comissão Especial de Investigação (CEI) que apura denúncia de irregularidades no Grêmio dos Operários da Prefeitura de Londrina (Gespel) deve concluir o relatório até a próxima sexta-feira e encaminhar o documento a Plenário já na semana que vem. A informação é do relator do processo, vereador Gláudio Renato de Lima (PT), que já antecipou: vai remeter cópias à Polícia Civil e à Promotoria de Investigações Criminais (PIC) para que sejam apuradas as conclusões apontadas pela Comissão.
A CEI foi formada em maio deste ano, após a denúncia formalizada pela Associação Municipal dos Aposentados contra a entidade. Nela, a Associação acusava o Grêmio do não pagamento das apólices de seguro de servidores, no processo em que era ele o estipulante (ou seja, intermediário) entre o segurado e a seguradora. No decorrer das investigações em que uma série de depoimentos foram coletados pelo grupo , tanto o ex-presidete do Gespel, Denisson Rodrigues, quanto o atual, Luiz Bispo da Silva, admitiram ter usado parte da verba para quitar, respectivamente, obras com vestiário e piscina da sede do clube, e pagamentos de ações trabalhistas e multas por construções irregulares.
Até mês passado, a dívida do Grêmio com a Bradesco Seguros, de uma apólice coletiva, já chegava a quase R$ 800 mil, conforme depoimento à Comissão do corretor da empresa em Londrina, Gilberto Schell.
''Existe uma comprovação de crime de apropriação indébita; nossa dúvida é apenas se ela foi dolosa (intencional) ou culposa'', descreveu Lima, conforme o qual os depoimentos tomados no andamento da CEI estão em fase de cruzamento. Um dos questionamentos levantados no relatório, afirmou o vereador, é sobre os gastos de R$ 180 mil apurados nas investigações e não explicados pelas duas gestões. Estipulante para o servidor até o ano de 1998, a Prefeitura deve receber da Comissão a sugestão de retornar à situação anterior.
A PIC também investiga o caso, e, em análise contábil de documentos do Grêmio solicitada pelos promotores à auditoria do Ministério Público (MP), foi constatado desvio de R$ 400 mil, negado pelo presidente Luiz Bispo.

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