Passado mais de um mês desde que tocou no assunto, o vereador Jamil Janene (PP) voltou a propor a instalação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar a falta de alvarás e Habite-se para empreendimentos no Marco Zero. O parlamentar, que havia suspendido a votação por 90 dias, disse que "novos fatos" o levaram a retornar com o pedido de abertura na sessão de amanhã.
A novidade, no caso, é a diretriz do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) que determina a transferência do Marco Zero ao município como área destinada à construção de praças. Entretanto, o local seria uma Área de Preservação Permanente (APP), o que impede a intervenção. Jamil diz já ter avisado a Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), com quem havia se comprometido a suspender a votação.
A CEI do Marco Zero, como é chamada, entrou na pauta de votação da Câmara no dia 13 de fevereiro, mas uma emenda do vereador Roberto Fu (PDT), ampliando o foco para todos os supermercados e lojas de departamentos da cidade, adiou por uma sessão. Nesse meio tempo, Jamil firmou o compromisso com a Acil, com a condição de que a entidade averiguasse os motivos na demora de concessão dos documentos.
Enquanto isso, a Comissão de Trabalho da Câmara passou a apurar problemas semelhantes relativos a construções dos últimos cinco anos. A iniciativa provocou "ciúmes" do autor da proposta, que reclamou de uma "manobra" para minar a CEI.
Os vereadores da comissão, por outro lado, se defendem dizendo que fiscalizar os trâmites do Executivo fazem parte das suas atribuições e que Jamil sequer colocou seu pedido em votação.

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