CEI da Saúde aponta falha na fiscalização
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Paula Barbosa Ocanha <br> Reportagem Local 
A Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara Municipal, que investiga irregularidades na área da saúde em Londrina, ouviu ontem o ex-secretário de Gestão Pública - atual secretário de Governo - Marco Cito e o diretor-financeiro da Secretaria de Saúde, José Carlos Perez. Segundo a presidente da comissão, vereadora Lenir de Assis (PT), ''ficou claro que houve fragilidade no procedimento de fiscalização dos contratos'' com os institutos que prestavam os serviços de saúde na cidade, Gálatas e Atlântico. Os depoimentos foram os primeiros marcados desde o início dos trabalhos.
''Agora vamos analisar esses depoimentos e decidir quais os próximos passos da investigação. O que podemos afirmar é que houve falhas de controle, o que possibilitou que as situações acabassem ocorrendo na cidade. Agora a CEI tem a responsabilidade de apontar novas formas de controle e gestão desses contratos'', explicou.
Sobre o depoimento de Marco Cito, a vereadora afirmou que ''ele não trouxe nenhuma grande novidade'' à investigação, somente reafirmou o que havia dito ao Ministério Público (MP). ''Agora retomaremos nosso trabalho de leitura do processo e pedimos outros documentos, e agora vamos decidir se há a necessidade de ouvir outras pessoas.''
O secretário de Governo, que conversou com a imprensa logo após a oitiva, mais uma vez isentou a Gestão Pública das irregularidades apontadas pelo MP com a operação Antissepsia. ''Nós não esperávamos isso. Hoje, olhando depois do que aconteceu, é fácil falar que poderia ser diferente. Mas na época estávamos com a faca no pescoço por conta do Ciap e de serviços que não podiam parar. Fizemos o contrato emergencial porque precisávamos e na época as Oscips faziam trabalho em outras cidades e tinham a documentação necessária.''
Ele ainda afirmou que a pasta fiscalizou os contratos. ''É importante dizer que fiscalizamos onde foi possível, questionamos desde o primeiro mês o motivo dos institutos não fazerem a prestação de contas, e dentro da Gestão houve um trabalho de cobrança efetiva'', finalizou.


