O re­la­tó­rio fi­nal da Co­mis­são Es­pe­cial de In­ves­ti­ga­ção (CEI) ins­tau­ra­da em ju­nho pe­la Câ­ma­ra de Lon­dri­na pa­ra in­ves­ti­gar su­pos­tas ir­re­gu­la­ri­da­des nos con­tra­tos fir­ma­dos en­tre o Exe­cu­ti­vo e os ins­ti­tu­tos Atlân­ti­co e Gá­la­tas – Or­ga­ni­za­ções da So­cie­da­de Ci­vil de In­te­res­se Pú­bli­co (Os­cips) – re­co­men­da a aber­tu­ra de uma Co­mis­são Pro­ces­san­te (CP) con­tra o pre­fei­to Bar­bo­sa Ne­to (PDT). As Os­cips pres­ta­ram ser­vi­ços na ­área da saú­de ao mu­ni­cí­pio e são al­vo de uma in­ves­ti­ga­ção do Mi­nis­té­rio Pú­bli­co (MP) pe­la par­ti­ci­pa­ção num su­pos­to es­que­ma de pa­ga­men­to de pro­pi­na a agen­te pú­bli­cos mu­ni­ci­pais.
  O con­teú­do do do­cu­men­to da CEI foi apre­sen­ta­do na úl­ti­ma ter­ça-fei­ra du­ran­te a ses­são or­di­ná­ria da Ca­sa. ‘‘Fi­ca evi­den­te a par­ti­ci­pa­ção do Che­fe do Exe­cu­ti­vo no pro­ces­so de­ci­só­rio, ain­da que com sub­sí­dios e ­aval da equi­pe de se­cre­tá­rios por ele no­mea­dos e de Ana Lau­ra Li­no (pri­mei­ra-da­ma do mu­ni­cí­pio), o que con­fi­gu­ra in­fra­ção po­lí­ti­co-­administrativa’’, diz tre­cho do do­cu­men­to. São 122 pá­gi­nas de re­la­tó­rio - 34 de cor­po e 88 de ane­xos.
  A re­la­to­ra da CEI, ve­rea­do­ra San­dra Gra­ça (PP), afir­ma que no cor­po do tex­to são apre­sen­ta­dos ‘‘for­tes ­indícios’’ de ir­re­gu­la­ri­da­des des­de a con­tra­ta­ção até a fi­na­li­za­ção do con­vê­nio com os ins­ti­tu­tos.
  Ou­tro fa­to, con­si­de­ra­do re­le­van­te pe­la CEI, se re­fe­re à pre­sen­ça da pri­mei­ra-da­ma, Ana Lau­ra Li­no, em ne­go­cia­ções que en­vol­viam in­te­res­ses do mu­ni­cí­pio.
  Pa­ra San­dra Gra­ça, es­se fa­to po­de agra­var a si­tua­ção do pre­fei­to. ‘‘A par­ti­ci­pa­ção, se­ja da sua es­po­sa, ou de qual­quer en­te, em de­ci­sões do mu­ni­cí­pio é ex­tre­ma­men­te es­tra­nha. Fi­cou com­pro­va­do, sim, que ela par­ti­ci­pa­va de reu­niões e que ela su­ge­ria al­gu­mas coi­sas na ro­ti­na da se­cre­ta­ria de ­Saúde’’, afir­ma.


● O documento deverá ser encaminhado para votação dos parlamentares, que irão decidir ou não sobre a abertura da Comissão Processante contra Barbosa Neto

● É o dinheiro obtido ou fornecido de forma ilícita, como suborno em atos de corrupção, principalmente envolvendo serviços públicos

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