CEI da Publicidade chega ao fim
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segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Comissão Especial de Investigação (CEI) criada na Assembléia Legislativa do Paraná para apurar supostas irregularidades na área de publicidade e propaganda do Executivo chegou ao fim ontem, após 60 dias, sob protestos da oposição. Pelo Regimento Interno, a CEI deve concluir os trabalhos num prazo máximo de 60 dias. Membros da CEI podem pedir autorização para prorrogar os trabalhos por mais 60 dias. A oposição alega que, durante o período que se encerrou ontem, não houve qualquer investigação por culpa do comando da CEI, nas mãos de Dobrandino da Silva (PMDB).
Marcelo Rangel (PPS), autor do requerimento que deu origem à CEI, ironizou o fim dos trabalhos. ''Foram 60 dias e só duas reuniões. Foi um trabalho árduo, sensacional.'' Dobrandino se irritou com as declarações de Rangel, alegando que pensou em pedir a prorrogação dos trabalhos, já que os documentos solicitados à Secretaria de Estado de Comunicação Social (SECS) chegaram só no final da semana passada. Os documentos serviriam de base para a investigação.
''Eu iria pedir a prorrogação porque a SECS me mandou dois pacotões de documentos, mas o deputado Rangel é um destemperado. Ele prefere usar a tribuna a conversar. Ele quer 'aparecer'. Por isso estou devolvendo os documentos para a Casa Civil e encerrando os trabalhos agora'', declarou.
O deputado Reni Pereira (PSB), líder do bloco independente e relator da CEI, não estava presente na sessão ontem para comentar o assunto. Até a semana passada, ele reclamava da falta de dados para dar sustentação ao seu relatório.


