CEI da planilha marca mais dois depoimentos
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segunda-feira, 25 de maio de 2009
Fábio Cavazotti<br>Reportagem Local 
A Comissão Especial de Investigação (CEI) da Câmara Municipal sobre o transporte coletivo deve tomar nesta quarta-feira mais dois depoimentos: do ex-presidente da CMTU e ex-secretário de Fazenda, Wilson Sella, e do presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Transporte Rodoviário (Sintrol), João Batista da Silva. Segundo o relator da CEI, Rodrigo Gouvea (PRP), os trabalhos devem ser concluídos em 30 dias - apesar da prorrogação de 60 dias autorizada pela Câmara.
A convocação de Wilson Sella se deve à sua participação na elaboração do contrato entre a CMTU e as empresas Transporte Coletivo Grande Londrina (TCGL) e Francovig. ''Ele foi o responsável pela licitação e queremos detalhes de todas as cláusulas'', disse. Os vereadores que integram a CEI já se queixaram da diferença de preço verificada entre os valores dos insumos que constam na planilha e os praticados no mercado.
O relator da CEI afirmou que João Batista será interrogado sobre sua eventual participação nas negociações do valor da tarifa, mas admitiu um viés político na convocação do sindicalista. Há dez dias, Batista criticou a CEI em entrevista a uma rádio local e disse que, atualmente, qualquer ''zé mané'' se elege vereador. Na entrevista, ele também defendeu o aumento da tarifa, alegando que motoristas de ônibus e cobradores pleiteam 6% de reajuste nos salários na data base, que vence em junho.
''Agora nós vamos começar a mexer com ele para ver se ele dá uma baixada na bola'', afirmou o vereador. ''E outra coisa, dá até para fazer um desafio: com toda a estrutura do sindicato, acho que ele não faz nenhum voto como candidato à Câmara Municipal.''
O sindicalista afirmou ontem que o uso da expressão ''zé mané'' foi equivocado. ''Eu quis dizer que acontece às vezes de um desinformado se eleger vereador. Agora, a expressão zé mané foi realmente infeliz, até em respeito aos Josés e Manés.''
João Batista confirmou que vai comparecer ao depoimento, marcado para às 14h00, mas criticou o formato legal da convocação. ''Eu vou, mas na condição de testemunha não tenho nada a declarar. Sob juramento, vou dizer o que?'', afirmou.
O ex-presidente da CMTU, Wilson Sela, afirmou que vai tentar alterar o horário do depoimento, marcado para as 10h00, em razão de outro compromisso para o mesmo horário, e também criticou a convocação na condição de testemunha. ''É indelicado. Equivale a uma intimação - e não sei se eles tem poder legal para isso. Se for para ter informações do contrato, basta um convite'', afirmou.


