CEI da Guarda Municipal retorna na quarta-feira
A Comissão Especial de Inquérito (CEI) criada na Câmara Municipal no final de novembro para investigar possíveis irregularidades na formação e criação da Guarga Municipal (GM) volta a se reunir na próxima quarta-feira com a missão de terminar as convocações e investigações iniciadas no final do ano passado. Os três vereadores responsáveis pela Comissão - Jairo Tamura (PSB), presidente, Lenir de Assis (PT), relatora e Tito Valle (PMDB), membro - suspenderam os trabalhos no final do ano juntamente com o recesso das sessões no Legislativo e têm até maio para concluirem o relatório de investigação.
O ex-secretário de Defesa Social, Benjamin Zanlorenci, que foi exonerado do cargo por ter sido responsabilizado pelas irregularidades no contrato da Prefeitura com a empresa sul-matogrossense Delmondes & Dias, que treinou a GM, já foi ouvido pela CEI e pode ser chamado novamente para prestar mais esclarecimentos. O chefe de gabinete de Zanlorenci, Marcos Aurélio Motta, também foi ouvido e, segundo a relatora, Lenir de Assis, ''os dois depoimentos foram importantes e esclareceram muitos pontos da investigação''.
''A CEI foi criada justamente porque a própria auditoria feita pela Prefeitura, para apurar as irregularidades no contrato, levantou algumas dúvidas sobre o caso'', afirmou Lenir, que se refere aos R$ 39 mil que foram pagos à empresa Delmondes & Dias por 66 horas de aula com tiro de pistola que não foram ministrados aos alunos da GM. Em entrevista coletiva dada na época da auditoria, o secretário de Gestão Pública, Marco Cito, afirmou ter pago o valor porque Zanlorenci enviou à Pasta um documento confirmando que as aulas haviam sido dadas.
''Com o início dos trabalhos, uma das primeiras pessoas que vamos convocar será o servidor municipal, Wagner Trindade, que não tivemos tempo de ouvir antes do final do ano. Vamos convocar todas as pessoas que estavam envolvidas de alguma forma na elaboração do contrato da empresa, por isso faltam algumas pessoas'', ressaltou. A previsão, ainda segundo Lenir, é que a CEI encerre a investigação antes do mês de maio, prazo dado pela Câmara.
Ao final da CEI, se acharem necessário, a Comissão poderá pedir ao Legislativo que vote uma abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Casa, para então apurar a responsabilidade dos envolvidos no caso. (P.B.O.)





