Novos fatos, denúncias e uma possível acareação entre os ex-secretários Marco Cito (Gestão Pública) e Karin Sabec (Educação) esquentaram os trabalhos da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Educação, criada na Câmara de Vereadores para apurar supostas irregularidades na compra de uniformes e livros didáticos pela Prefeitura de Londrina. Por esse motivo, a comissão deve pedir prorrogação do prazo para entrega do relatório final da investigação, que terminaria no próximo dia 22.
O presidente da CEI, vereador Rony Alves (PTB), informou que segundo o Regimento Interno, a comissão tem prazo de 120 dias, e pode ser prorrogada por até metade desse tempo -, mas isso tem que ser deliberado pelo plenário da Câmara, o que deve acontecer ainda esta semana. Se aprovado, o novo prazo deve terminar dia 21 de agosto.
Um dos fatos novos foi disponibilizado pela empresa G8, em resposta a um questionário enviado pelos vereadores. ''Há contradições. Temos a informação, que foi confirmada pela ex-secretária Karin de que a empresa G8 forneceu como brinde mais de 3 mil bolsas em uma festa feita pela Secretaria de Educação para todos os professores municipais, em setembro de 2010. Mas a empresa negou esse fato'', explicou. A empresa G8, juntamente com a empresa Capricórnio, forneceram kit de uniformes escolares para a prefeitura. O problema é que os ''brindes'' teriam sido distribuídos antes da concorrência. ''Temos que confirmar essas informações'', ponderou Alves.
A CEI também vai investigar um e-mail, enviado para todos os vereadores, que aponta ter havido favorecimento para que a licitação por ''carona'' fosse realizada. ''Esse e-mail foi mandado com o nome do dono de uma das empresas que concorreu na licitação, mas já sabemos que não foi ele quem mandou. Agora precisamos dessa informação, quem é essa pessoa, porque mandou esse e-mail'', finalizou. A CEI pediu judicialmente quebra do IP (protocolo de identificação) do computador que foi enviado o e-mail.
Os vereadores não descartam fazer uma acareação entre Karin e Cito, já que, em depoimento, um responsabilizou o outro por conta das supostas irregularidades.
Na tarde de ontem a CEI ouviu Edson Baratto, comissionado da Secretaria de Governo, mas ele ''não auxiliou nas investigações'', segundo Alves. Além dele, os vereadores tinham convocado Wilson e Cristina Yoshida, donos de uma das empresas que concorreram à licitação dos uniformes, a Kriswill, mas nenhum deles compareceu à oitiva.

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