Curitiba - A procuradoria da Assembléia Legislativa deve encaminhar hoje uma carta precatória para que o empresário Rogério Figueiredo Vieira, proprietário da Mix Trade Comércio Internacional, preste depoimento a um juiz no Rio de Janeiro, cidade onde mora. Vieira já foi convocado duas vezes pela CPI da Copel, mas não compareceu, alegando problemas de saúde.
A Mix Trade aparece em duas frentes de investigação da CPI da Copel: no esquema de compra de créditos tributários da empresa falida Olvepar e nos serviços prestados pela consultoria Adifea. Em tese, os dois assuntos não têm relação, mas a coincidência levou os deputados estaduais a requererem o depoimento de Vieira.
De acordo com investigações da CPI, pelo menos R$ 2,5 milhões dos R$ 39,5 milhões pagos pela Copel à Olvepar teriam sido direcionados para uma das contas da Mix Trade. A empresa também teria recebido R$ 10,75 milhões por conta dos serviços de análise tributárias feitos pela Adifea à Copel. A Adifea terceirizou o trabalho para a Embracon, que recebeu R$ 15 milhões. De acordo com um dos sócios da Embracon, Maurício Silva, o pagamento de R$ 10,75 milhões à Mix Trade se refere a compras de equipamentos de informática. Os produtos, no entanto, nunca foram entregues.
A CPI da Copel está entrando na reta final dos trabalho. A intenção dos membros da Comissão é que o relatório final contendo o que foi descoberto durante o período de investigações seja entregue até meados do mês de outubro.

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