CEI da Centronic ouve vigilantes
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quarta-feira, 29 de junho de 2011
Paula Barbosa Ocanha <br> Reportagem Local 
Os dois ex-vigilantes que prestaram depoimentos na tarde de ontem aos vereadores que formam a Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Centronic - que investigam os contratos da empresa de segurança com a administração - afirmaram que recebiam salário pelo contrato da Prefeitura com a empresa, mas que prestavam serviço rádio da família do prefeito Barbosa Neto (PDT), Brasil Sul. Além dos dois - Reinaldo Aparecido Pereira e Antônio Carlos Soares Alencar - , o supervisor Emerson Aparecido Pomini, responsável pela escala de trabalho deles, também foi ouvido. Os três saíram sem falar com a imprensa.
Segundo o relator da CEI, vereador Rony Alves (PTB), os vigilantes levaram alguns documentos - que também foram apresentados ao Ministério Público (MP) - ''que deixava claro que a Centronic tinha vínculo com a Prefeitura'', apesar da escala de trabalho ser na rádio. ''Os vigias apresentaram documentos alegando que eram contratados pela Centronic, mas trabalhavam na Rádio Brasil Sul e o pagamento era feito pelo município. Em momento nenhum eles negaram o que já tinham afirmado ao MP'', explicou.
O presidente da CEI, Roberto Kanashiro (PSDB), salientou que a CEI agora fará uma visita ''informal'' ao MP para buscar mais esclarecimentos sobre a ação de improbidade administrativa proposta no caso contra o prefeito. ''Esses depoimentos agora abriram caminho para os próximos passos da investigação. Agora queremos ter um maior fundamento da denúncia, e por isso amanhã (hoje) o procurador jurídico da Câmara irá ao MP em busca dos documentos que basearam os argumentos dos promotores para propor a denúncia'', ressaltou.
Serão convocados na próxima semana uma representante da empresa Centronic, Márcia Regina Vitório, e o diretor-administrativo da Brasil Sul no período de 2009 a 2010 - que não teve o nome confirmado. Os vereadores, além da ação do MP, investigam o contrato e todos os aditivos firmados entre a Prefeitura e a empresa desde 2005, quando ele foi firmado - na gestão do ex-prefeito Nedson Micheleti (PT).


