Mais de um ano depois do início dos trabalhos, a Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara de Vereadores de Londrina que apura o caso AMA-Comurb apresentou o relatório final. O documento, bastante sucinto, foi aprovado ontem pelo plenário, mas não traz novidades.
Criada em outubro do ano passado, a CEI foi a primeira medida tomada pelo Legislativo para apurar a corrupção na prefeitura. Mas com as constantes interrupções de trabalho, foi perdendo a sua finalidade. ‘‘A comissão chegou à conclusão não tinha mais finalidade prosseguir porque o prefeito (Antonio Belinati – sem partido) já está cassado e os depoimentos colhidos acabaram não trazendo fatos novos’’, observou o relator da CEI, o vereador Roberto Kanashiro (PSDB).
Os integrantes da comissão ouviram 29 pessoas e analisaram a documentação encaminhada pelo Ministério Público (MP). ‘‘Dos depoimentos colhidos pela comissão, nada de novo foi acrescentado. Entretando, restou claro que todas as liberações de recursos objeto desta investigação eram de pleno conhecimento do senhor prefeito municipal, que as autorizava’’, diz um trecho do relatório.
Uma das recomendações da CEI é de limitar a atuação do auditor para evitar o que aconteceu com Kakunen Kyosen, responsável pela análise de suas próprias contas. É que Kyosen era auditor do município e também presidente da extinta Comurb – órgão onde foram verificadas a maioria das irregularidades. Ele é citado na queixa-crime proposta pelo Ministério Público Estadual contra o prefeito cassado e vários ex-secretários por formação de quadrilha, peculato e fraude em licitação.

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