Os integrantes da Comissão Especial de Investigação (CEI) da Câmara de Vereadores Londrina tomam hoje à tarde mais dois depoimentos sobre o pagamento de seguros feito pelo Grêmio dos Operários da Prefeitura a seguradoras da cidade e de Curitiba. Dessa vez, serão ouvidos o ex-diretor Joel Divino da Costa, ex-membro da gestão atual (de Luiz Bispo da Silva) e o ex-tesoureiro Airton Rodrigues, da gestão anterior (do então presidente Glenisson Rodrigues).
Ontem à tarde, o vereador que preside a CEI, Luiz Carlos Tamarozzi (PTB), disse ter recebido não-oficialmente, porém de fontes da Bradesco Seguros de Londrina e da matriz, no Rio de Janeiro, a informação de que os débitos do Grêmio com a empresa são maiores que os divulgados até então por Bispo e por Rodrigues. Em depoimentos prestados à Comissão na semana passada, o atual presidente disse que são R$ 224 mil devidos, ao todo, distribuídos em quatro parcelas, cada uma, tanto à ABS Seguros (da Bradesco em Curitiba) quanto à Bradesco em Curitiba. Rodrigues dizia ter deixado metade desse valor não pago.
Conforme Tamarozzi, a fonte garante que a dívida já se aproxima dos R$ 750 mil, referentes a 13 parcelas de R$ 49,8 mil da apólice coletiva, de Curitiba, e a 13 parcelas de R$ 7,4 mil da apólice individual, com a ABS. Dessas, ao todo são 287 segurados. O número da coletiva pode chegar a 2 mil segurados, pelos números do vereador. ''Esperamos para amanhã (hoje) a confirmação dos valores, em ofício a ser respondido pela Bradesco'', disse Tamarozzi.
Também ontem, um primeiro ofício encaminhado à seguradora pela CEI foi respondido pelo superintendente de área da Bradesco no Rio, Carlos Alberto Pedro. Ele não citou quanto o Grêmio deve, mas garantiu, em pouco mais de uma página de resposta, que a empresa tem pago prêmios por sinistros e casos de invalidez surgidos mesmo com a dívida.

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