Brasília - A Caixa Econômica Federal (CEF) pôs na Justiça a culpa por não conseguido ainda romper o contrato com a empresa GTech, que processa todos os jogos e fornece os equipamentos de apostas para as casas lotéricas. Mas parte da diretoria da estatal, reunida ontem para fazer os esclarecimentos a respeito do contrato com a GTech, não conseguiu esclarecer por que renovou por 25 meses com a empresa, apesar de um parecer técnico aconselhar que isso deveria ser feito por apenas seis meses.
Ademir Fernandes Cleto, da assessoria jurídica da Caixa, disse que o parecer para que a renovação fosse feito por seis meses baseou-se nas esperanças de que o Tribunal Regional Federal (TRF) julgasse ainda em 2003 os recursos do banco estatal contra as ações da GTech que impedem o rompimento da parceria. Mas nada foi julgado no ano passado.
Hoje, todos os equipamentos pertencem à empresa que explora os serviços. Ela recebe, em média, R$ 30 milhões por mês. Em 2002, o banco pediu a ajuda da Advocacia-Geral da União (AGU) na sua briga para romper o contrato.

mockup