Brasília - O comando da Caixa Econômica Federal (CEF) admitiu ontem, diante de três senadores integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios, que o extrato da conta do caseiro Francenildo dos Santos Costa, mais conhecido como ''Nildo'', pode ter saído de dentro do banco, num gesto praticado por algum funcionário de nível de gerência. A informação foi prestada pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR), um dos parlamentares que participaram, na sede da Caixa, de uma reunião com o presidente da instituição, Jorge Mattoso, e outros integrantes da diretores do banco. Também estiveram na CEF os senadores Flávio Arns (PT-PR) e Wellington Salgado (PMDB-MG).
Dias contou que ele próprio levou para a reunião uma cópia do extrato bancário do caseiro e que, ao analisar o documento, a diretoria da Caixa eliminou a possibilidade do extrato ter sido retirado das máquinas de auto-atendimento ou via internet banking. ''Eles alegaram que precisam ter acesso ao documento original do extrato para poder dar início à investigação. Mas ficou claro, pelo simples exame da cópia, que ela não foi obtida através do auto-atendimento ou via internet. O extrato foi fornecido através de uma gerência'', afirmou, convicto, o senador.
Segundo o senador do PSDB, Mattoso pediu a ajuda da CPI para ter acesso ao documento original, de posse da revista. ''Ele disse que solicitou à revista o envio do extrato e nós da CPI vamos ajudar a Caixa'', prometeu. De acordo com Dias, hoje mesmo a CPI votará um requerimento solicitando a remessa do extrato original à comissão e que o documento será remetido de imediato à Caixa. (Vânia Cristino/Agência Estado)

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