O empresário Cecílio do Rêgo Almeida, dono da empreiteira C.R. Almeida, disse ontem à tarde, em Curitiba, estar isento de suspeitas de grampo telefônico. Ele garantiu ter uma certidão comprovando que não é alvo de investigação da Polícia Federal no caso de escuta e gravação clandestinas que derrubaram o ex-ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros, e o ex-presidente do BNDES, André Lara Resende. Mas não exibiu o documento.
‘‘É um cara do SNI (Serviço Nacional de Informação) quem fez. Eu lá tenho alguma coisa a ver com grampo? Não entrei em concorrência alguma’’, afirmava rispidamente ontem. O empreiteiro participou, pouco antes, de uma cerimônia com a secretária da Criança e Assuntos da Família, Fany Lerner, e o presidente do Instituto Paranaense dos Cegos, Benedito Valentin Teodoro. Cecílio fez doação de R$ 200 mil para a construção de uma nova sede para o Instituto.
Ele pretendia ir ontem ao Pará, onde estava, e onde tem uma fazenda. Sabe-se que está concluindo uma nova residência, em Morretes, no Litoral. Cecílio Almeida criticou a cobertura da imprensa no caso do grampo, atacou as revistas ‘‘Carta Capital’’ e ‘‘Veja’’ e prometeu processar os jornalistas por ter tido seu nome envolvido. ‘‘Você acha que eu vou deixar isso assim, com a idade que estou e com netos?’’, disse em entrevista à Folha, depois da cerimônia. Cecílio Almeida não mostrou a certidão que, segundo ele, afasta qualquer hipótese de envolvimento, aventada em entrevistas nacionais feitas junto à PF de São Paulo e que tiveram repercussão no Paraná.Arquivo FolhaCecílio: ‘‘E eu tenho lá alguma coisa com grampo?Leandro Donatti

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