Curitiba - O parcelamento da dívida do governo estadual com a ParanáPrevidência será votado hoje na Comissão de Constituição e Justiça, em sessão extraordinária. A matéria foi analisada ontem, mas um pedido de vistas do petista Péricles de Mello forçou a realização de uma nova reunião nesta quarta-feira. A base governista trabalha para ver o pedido do governador Beto Richa (PSDB) aprovado antes do recesso parlamentar, que começa daqui a uma semana.
Todos os meses, os servidores públicos do Estado recolhem 11% de seu salário para a ParanáPrevidência. A entidade é a responsável pelo pagamento das aposentadorias e pensões do funcionalismo no Estado e gasta cerca de R$ 400 milhões por mês para honrar esses compromissos. Para o equilíbrio dessa conta, o governo deveria depositar na instituição uma contribuição patronal, igual àquela que é paga pelos servidores públicos.
Contudo, desde a sua criação, em 1998, a administração não tem depositado em dia sua parte na ParanáPrevidência. Só no governo Beto Richa (PSDB), por exemplo, R$ 595 milhões deixaram de ser entregues à instituição. O projeto enviado aos deputados estaduais corrige a situação, parcelando a dívida em 60 parcelas. Para isso, o valor devido seria corrigido pela inflação e acrescido de 5,75% de juros.

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